segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ESTUDAR A BÍBLIA

Como Estudar a Bíblia
Através do estudo da Bíblia chegamos a conhecer a verdade que nos liberta (João 8:32). Entretanto, muitas pessoas que acreditam que o estudo da Bíblia é importante nunca aprenderam como estudar efetivamente e entender a mensagem da revelação de Deus. Consideremos algumas sugestões práticas de coisas que nos ajudarão a ser melhores estudantes da Bíblia.

Atitudes e Preparações Necessárias

Antes que possamos estudar efetivamente a Bíblia, precisamos considerar sua fonte e abordar o estudo com profundo respeito pelo Deus que nos criou e nos revelou sua vontade nas Escrituras. É importante estudar com absoluto respeito pela palavra de Deus.

Samuel aceitou a instrução de Eli e recebeu as palavras de Deus com uma atitude de humildade: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve" (1 Samuel 3:9-10). Cada vez que abrirmos as páginas das Escrituras, deveremos demonstrar exatamente esta atitude. O estudante humilde tem que ter também um coração aberto. Pedro nos diz que precisamos esvaziarmo-nos do mal para que possamos aceitar o puro evangelho com o ardente desejo dos recém-nascidos querendo leite (1 Pedro 2:1-3). Com humildade e corações abertos, procuramos cumprir o compromisso de cada servo fiel de Cristo: obedecer tudo o que Jesus nos ordenou (Mateus 28:19-20).

O estudo proveitoso também depende de uma valorização correta do texto que estamos estudando. A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o homem, por isso deverá ser estudada cuidadosa e respeitosamente. O estudante fiel da palavra deverá estar familiarizado com as afirmações de textos tais como 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3; Judas 3; Hebreus 1:1-4; 2:1-3 e Gálatas 1:6-9.

Devemos estudar também com respeito pelo silêncio das Escrituras. Muitos erros podem ser evitados se temos o cuidado de não falar presunçosamente quando Deus não falou. Agir quando Deus não disse nada é mudar sua palavra (veja a ilustração em Hebreus 7:12-14, onde o escritor mostra que Jesus não foi um sacerdote de acordo com a lei do Velho Testamento, mas que ele mudou a lei ao tornar-se um sacerdote de uma tribo que não estava autorizada a servir desta maneira). Jesus tinha o direito de mudar a lei, mas nós não. Tais passagens como 2 João 9; 1 Coríntios 4:6 e Apocalipse 22:18-19 nos lembram do perigo de ir além ou acrescentar à palavra revelada.

Uma outra prática importante, quando entramos no estudo das escrituras, é a oração. Devemos orar como o salmista o fez: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei" (Salmo 119:18).

Ferramentas Para o Estudo da Bíblia

Há vários recursos que podem ser úteis em nosso estudo da Bíblia. O mais importante é a própria Bíblia. Somos abençoados em nosso tempo por termos Bíblias em quase todas as línguas faladas. Há um bom número de traduções portuguesas. Escolha uma que seja inteligível, mas que mantenha cuidadoso respeito pela mensagem sendo traduzida. Ajuda-nos bastante ter várias traduções diferentes para comparar.

Muitos outros livros têm sido escritos para auxiliar no estudo da Bíblia. Uma Chave Bíblica, por exemplo, é muito útil para localizar várias passagens que usam a mesma palavra. Serve como um tipo de índice listando as palavras da Bíblia e onde são encontradas. Vários tipos de dicionários são também bem úteis no estudo da Bíblia. Muitos mal-entendidos podem ser evitados ou corrigidos pela consulta a um dicionário comum. Dicionários especiais de palavras bíblicas são ainda mais valiosos, pois freqüentemente dão explicações úteis do modo como uma palavra é usada nas Escrituras. Ainda que eles sejam um pouco difíceis de se aprender a usar, os dicionários bíblicos baseados nas línguas bíblicas originais (hebraico e grego) nos ajudam a apreciar mais precisamente os significados de algumas palavras. É claro que tais outros livros não são essenciais ao entendimento de nossa responsabilidade diante de Deus, mas podem esclarecer a mensagem da Bíblia e nos auxiliar a apreciar sua força e beleza.

Pode também ser útil estudar o ambiente do texto, usando tais auxílios como os atlas ou os mapas das terras bíblicas, livros sobre história, etc. Tais livros servem para ressaltar o rico significado do texto.

Comentários aparecem em muitas formas. Podem ser bastante úteis, ou muito destrutivos.

Comentários são simplesmente as explicações de autores humanos sobre o significado dos textos bíblicos. Eles vão desde breves artigos ou mesmo notas de rodapé em Bíblias de estudo, até coleções de livros. Podem ser encontrados em boletins, revistas, sermões, etc. Ao usar todas estas fontes, precisamos nos lembrar que seres humanos nunca são infalíveis e que todo o ensinamento tem que ser examinado à luz das Escrituras (Atos 17:11; 1 Tessalonicenses 5:21-22).

Sugestões Sobre Como Estudar a Bíblia

Há algumas sugestões práticas que podem ajudar a desenvolver bons hábitos no estudo da Bíblia por toda a vida:

1. Leia, leia, leia! O passo mais importante no estudo efetivo é a leitura do texto. Isto deverá envolver pelo menos dois tipos de leitura: (a) Leitura geral do texto da Bíblia para tornar-se cada vez mais familiar com a mensagem da Bíblia como um todo (um plano bom e prático é ler a Bíblia inteira pelo menos uma vez por ano), e (b) Leitura mais cuidadosa de textos específicos que você estiver estudando.

2. Procure entender o contexto. Um dos erros mais comuns no estudo e ensino da Bíblia é tirar um versículo do seu contexto para interpretá-lo de um modo que vai contra o significado do texto e contra o amplo contexto da Bíblia como um todo. Se você estiver estudando um capítulo, olhe primeiro o livro onde foi encontrado. Se estiver estudando um versículo, leia pelo menos o capítulo que o envolve. Muitos erros serão evitados pela cuidadosa consideração do contexto em cada estudo. Ajuda no entendimento da Bíblia procurar respostas para questões simples, tais como: Quem está falando a quem? Por quê? Quando e onde tudo isto ocorreu?

3. Observe que tipo de texto você está estudando. É uma narrativa que relata uma parte da história da Bíblia? Está o autor desenvolvendo um argumento para explicar ou refutar alguma doutrina? É uma profecia? Contém o texto mandamentos específicos? É uma parábola? É parte do Novo Testamento (que se aplica nos dias de hoje) ou da velha lei (que governava os judeus do Velho Testamento)?

4. Entenda as palavras que você está estudando. Neste ponto, aquele dicionário da Bíblia ou outra tradução pode ser muito útil.

5. Procure auxílio em outras passagens. Muitos dos mais difíceis textos da Bíblia são esclarecidos por mais simples afirmações em relatos paralelos ou similares. A Bíblia é o seu próprio e melhor comentário! Desde que verdade nunca contradiz verdade, é nossa responsabilidade estudar diligentemente para reconciliar as discrepâncias aparentes.

6. Estude para conhecer a verdade, não para defender crenças pessoais ou tradições humanas.

7. Faça anotações. Muitas pessoas acham muito útil o uso de um caderno para anotar as observações sobre o texto, perguntas que elas querem saber, etc. Mais leituras e estudo muitas vezes responderão a dúvidas ou questões, por isso é bom ter anotações que você possa usar para aumentar o seu conhecimento.

8. Lembre-se de que a Bíblia nos dá o que necessitamos, mas nem tudo o que poderíamos querer. A infinita sabedoria de Deus está além da nossa compreensão, e há muitas coisas que poderemos querer saber que não estão reveladas na Bíblia (veja Deuteronômio 29:29). Temos que aprender a contentarmo-nos com o que Deus disse e não devemos nos permitir opinar e presumir para falar onde ele não falou.

O Valor do Estudo Bíblico

O estudo da Bíblia é um trabalho que desafia e dá satisfação, oferecendo muitos benefícios nesta vida, e que ajuda a equiparmo-nos para ficar na presença de Deus eternamente. Somos grandemente abençoados pelo privilégio de nos ser permitido ler e reler a carta de amor que Deus nos deu nas Escrituras. Que nossas vidas e hábitos de estudo reflitam a atitude expressada no Salmo 119:14-17:

"Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito. Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

RECURSOS AUDIOVISUAIS

Usando Recursos Audiovisuais
Lembrem-se: Nenhum recurso audiovisual é em si mesmo eficaz ou ineficaz.

1. O MÉTODO AUDIOVISUAL DEPENDE:

1. Da habilidade do líder.
2. Do tamanho do grupo.
3. Do propósito.
4. Da habilidade dos alunos.
5. Do equipamento.
6. Do tempo disponível.
7. Do custo.

2. OS RECURSOS AUDIOVISUAIS APRESENTAM VANTAGENS:

1. Atrai a atenção.
2. Domina a atenção.
3. Aumenta a retenção.
4. Torna a aprendizagem mais rápida.
5. Prepara o ambiente.
6. Desperta a motivação do aluno.

Cada aluno é diferente em sua característica pessoal.
O aluno precisa ter sua atenção atraída pelo professor.
O conteúdo ensinado precisa ser compreendido e retido na mente do aluno.
O aluno precisa sentir-se motivado para a aprendizagem do conteúdo que está sendo ensinado.

Daí apresentarmos aqui a lista de vantagens que encontramos nos Recursos Audiovisuais.

Responda a seguinte pergunta:
1. Por que os recursos audiovisuais não são eficazes ou ineficazes em si mesmo?
Comente os seguintes assuntos sobre as Vantagens dos Recursos Audiovisuais:
1. Atrai a atenção do aluno.
2. Aumenta a retenção do aluno.
3. Desperta motivação no aluno.

3. TIPOS DE RECURSOS AUDIOVISUIAS

Todos têm presenciado o avanço da tecnologia nos últimos dez anos; principalmente com a democratização da Internet a Educação a Distância tem aproximado o aluno das oportunidades de aprendizagem e capacitação em seu próprio ambiente, sem a necessidade de locomover-se para os grandes centros em busca de aprimoramento.

O uso de equipamentos como os projetores multimídia, os computadores portáteis, os DVD´s, têm entrado nas salas de aulas e ajudado garantir as vantagens dos recursos audiovisuais exigindo do professor aprimoramento de sua habilidade para uso dos equipamentos tecnológicos à sua disposição.

É bom lembrar que esses equipamentos ainda não estão ao alcance de todas as classes de estudos, principalmente em nossas igrejas evangélicas.

Mas ainda há lugar para os bons e velhos recursos audiovisuais que oferecem aos professores ferramenta importante para aplicação do conteúdo que vai ensinar aos seus alunos.

É isto que estudaremos a partir deste Tópico.

Filmes podem ser encontrados nas locadoras, ou adquiridos nas lojas especializadas tanto na versão DVD ou ainda Vídeo Cassete.

Use filmes da seguinte maneira:

1. Mostrar um filme inteiro para começar um estudo.
2. Use como método de discussão.
3. Mostre como introdução ou revisão de um estudo.
4. Mostre parceladamente, parando para discussão.
5. Peça aos observadores para anotarem as idéias para comentário posterior.

Use filmes:

1. Para assegurar participação emocional.
2. Quando tiver equipamento disponível.
3. Para apresentar sons e cenas reais.
4. Para diminuir o tempo necessário para o treinamento.
5. Para atrair a atenção.
6. Para despertar interesse.
7. Para deixar impressões profundas.
8. Para aumentar a retenção.
9. Para prover variedade em experiências de aprendizagem.
10. Para tornar a aprendizagem uniforme.

Vantagens

1. Aproxima experiências da vida real.
2. Apela às emoções.
3. Apresenta movimentação, tempo e seqüência.
4. Assegura apresentação bem fundamentada por meio de professores hábeis.
5. Pode ser usado de várias maneiras, apresentado em parte ou o filme todo.
6. Faz uso da visão e da audição.

Limitações

1. Indisponibilidade de filmes.
2. Indisponibilidade de equipamento.
3. Necessidade de pessoas habilitadas para operar o equipamento.
4. Necessidade de sala apropriada.
5. Alguns filmes são muito longo para serem usados com grupo de discussão.

Cartaz é um símbolo visual que apresenta uma idéia e a explana.

Use cartaz

1. Para atrair a atenção.
2. Para desenvolver uma idéia.
3. Para apresentar uma informação.
4. Para um grupo que sabe ler.
5. Quando o orçamento for limitado.
6. Para grupo s pequenos.
7. Para introduzir ou rever um assunto.
8. Para salientar pontos chaves.
9. Como variedade para métodos de discussão.
10. Para a aprendizagem mais rápida.
11. Para aumentar a retenção.

Vantagens.

1. Atrai a atenção.
2. Pode ser preparado com antecedência.
3. Preço acessível.
4. Pode ser usado de várias maneiras.
5. Pode ser usado repetidas vezes.
6. Notas podem ser escritas à margem das folhas.
7. Pode ser feito de material acessível.

Limitações

1. Não ode ser usado com grupo grandes.
2. Menos flexível para usar do que o quadro de giz.
3. Requer habilidade para preparar.

Responda as seguintes perguntas:

1. Qual é a melhor ocasião para se usar filmes?

2. O que mais facilmente pode ser apresentado em um cartaz?

3. Comente a seguinte a seguinte afirmação:
"A apresentação de um filme aproxima o aluno das experiências da vida real"

4. Por que cartazes não deve ser usado com grupos grandes?

Escolha um dos tipos de cartazes sugeridos, e prepare sua apresentação do conteúdo de aprendizagem para os seus alunos em sua classe.
Mapas é uma representação, geralmente plana, da superfície da terra ou alguma parte dela.

Use mapas:

1. Para tornar a apresentação documentada.
2. Para mostrar a posição relativa do tamanho dos lugares.
3. Para atrair a atenção.
4. Para despertar a motivação.
5. Para aumentar a retenção.
6. Para tornar a aprendizagem mais rápida.
7. Para assegurar a participação dos alunos.
8. Para ajudar no planejamento de uma rota.

Vantagens

1. Preço acessível.
2. Fácil manipulação.
3. Uso variado.
4. Pode ser usado por líderes e alunos.
5. Pode ser usado várias vezes.
6. Torna o ensino documentado.
7. Atrai a atenção.
8. Intensifica interesse.
9. Aumenta a retenção.
10. Torna a aprendizagem mais rápida.

Limitações
1. Pode ser desatualizado
2. Perde-se com facilidade se não cuidadosamente conservado.
3. Pode não ser encontrado com facilidade.
4. A maioria dos líderes não sabe usar mapa com criatividade.

Escolha um dos tipos de mapas sugeridos, e prepare sua apresentação observando em que circunstância é possível usar um mapa (Exemplo: Uma aula sobre viagens missionárias do Apostolo Paulo é possível usar mapas).
Quadro de Giz é uma superfície especialmente preparada para apresentação do conteúdo do assunto, e poderá ser usado de forma bem criativa.

Use o quadro de giz:

1. Porque é o meio mais usado e em disponibilidade.
2. Quando o grupo tiver que fazer anotações.
3. Quando o assunto não carecer de registro permanente.
4. Para esboçar um assunto para uma reunião.
5. Para assegurar a participação do aluno.
6. Para atrair atenção.
7. Para despertar motivação.
8. Para aumentar a retenção.
9. Para tornar a aprendizagem mais rápida.

Vantagens

1. Preço acessível.
2. Disponibilidade.
3. Uso variado.
4. Pode ser usado várias vezes numa só apresentação.
5. Uso simples.
6. Atrai e mantém a atenção.
7. Intensifica interesse.
8. Aumenta a retenção.
9. Intensifica a aprendizagem.
10. Assegura a participação do aluno.

Limitações
1. A matéria que se escreve é de uso temporário.
2. É comum.
3. É geralmente estacionário.
4. Não pode ser usado com grandes grupos.
5. Certas pessoas não sabem usar o quadro de giz de maneira atraente.

Obs. Atualmente você encontra no mercado um QUADRO BRANCO que é usado com tipo especial de caneta para escrever os assuntos.

Escolha uma das sugestões de QUADRO DE GIZ e prepare sua apresentação observando em que circunstância é possível usar um quadro de giz. (esboço do tema ou assunto, por exemplo).

Use o Recurso Filme Cinematográfico e faça aplicação em sua sala de aula, ou grupo de estudo (Escolha um filme que esteja relacionado com o assunto que vai abordar em sala de aula).
1. Observe na apresentação do Recurso Filmes o que diz o item "Use Filmes"
2. Leia quais são as vantagens e limitações.

BIBLIOGRAFIA
Ensino Dinâmico e Criativo, Leroy Ford, JUERP
Ensino Dinâmico, como mudar o comprtamento em sala de aula, Sophia Steibel, IBER
Planejamento do Ensino e Treinamento, Leroy Ford, JUERP
As Sete Leis do Ensino, John Milton Gregory, JUERP
A Pedagogia de Jesus, o Mestre por Excelência, JUERP

terça-feira, 19 de outubro de 2010

RECURSOS DIDÁTICOS

Este estudo ajudará a responder as seguintes perguntas:
1. Quem é o seu aluno?
2. Como o aluno aprende?
3. Quais são as melhores experiências para o Aluno?.
4. Como a aprendizagem pode ser melhorada?

1. Quem é seu aluno?

Cada aluno é diferente:

Na idade; na aparência; nas preferências; em formação e experiência; em habilidade para aprender; em talentos.

As
diferenças individuais do aluno influem na aprendizagem.

Responda as seguintes perguntas:
1. Quais são algumas diferenças entre os indivíduos?
2. Por que algumas pessoas aprendem mais rapidamente do que outras?
3. Quem aprende a jogar basquetebol com mais facilidade? Um senhor de idade ou um adolescente? Por quê?
4. Como as diferenças individuais determinam o que e como ensinar?

2. Como o Aluno Aprende?

Muitas são as experiências do individuo que auxiliam na sua aprendizagem.

Os cincos sentidos das pessoas ajudam muito em suas experiências de aprendizagem.

As pessoas têm os seguintes sentidos:

1. Visão
2. Audição
3. Olfato
4. Gustação
5. Tato

A aprendizagem é mais objetiva quando o aluno usa mais de um sentido ao mesmo tempo.

A aprendizagem é pobre quando o aluno usa apenas a audição.
O ideal é usar mais sentidos como: a AUDIÇÃO E A VISÃO (o uso de recursos audiovisuais), O TATO (manusear um objeto).

Ramos (2002, p. 46), diz que se aprende: 10% do que se lê; 20 % do que se ouve; 30% do que se vê; 50% do que se ouve e vê; 70% do que se discute; 80% do que se experimenta; e, 95% do que se ensina.

1. Quais são as melhores experiências para o aluno?

Experiências que ajudam na aprendizagem.

Algumas experiências são diretas, experiência da vida real; como uma martelada no dedo; como uma viagem com os amigos.

Algumas experiências são diretas mas são experiências simulas; como atuar numa peça.

Algumas experiências são indiretas, usando representações de coisas reais; como ver um filme.

Outras experiências são indiretas, usando palavras ou símbolos; como ler um livro ou ouvir uma palestra.

Responda as seguintes perguntas:
1. Qual a diferença entre uma experiência direta e uma indireta?
2. Que espécie de experiências são essas?
a) Cavalgar
b) Cavalgar com cavalo de pau
c) Olhar a figura de um homem cavalgando
d) Ler sobre um homem que fez uma viagem a cavalo
 3. Quais são os cinco sentidos?
4. Quantos sentidos vão auxiliar na aprendizagem?
Quais são as melhores Experiências que ajudarão o aluno na aprendizagem?
As experiências e aprendizagem: Nenhuma experiência é a melhor. Você não pode esquecer que o seu aluno é ele mesmo, tem característica própria.

As características do aluno determinam as espécie de experiências que são melhores para ele.
As experiências de vida real apresentam vantagens e limitações:

Vantagens
1. Podem ser usadas com qualquer grupo de idade.
2. Levam o aluno a aprender fazendo.
3. Fazem uso de vários sentidos ao mesmo tempo.
4. Levam o aluno a reter o ensino por mais tempo.
5. Torna a aprendizagem mais interessante.
6. Tornam a aprendizagem natural.

Limitações
1. Consomem bastante tempo.
2. São, em geral, dispendiosas.
3. Não podem ser usadas todas as vezes.
4. Levam muito tempo para o planejamento.
5. Tornam-se difícil quando aplicadas aos grandes grupos.
6. Não podem ser apresentadas em qualquer lugar.

As experiências simuladas apresentam vantagens e limitações.

Vantagens
1. Desperta o uso de vários sentidos.
2. Leva o aluno a aprender fazendo.
3. É semelhante à experiência da vida real.
4. Pode ser usada com todas as idades.
5. Pode ser realizada em quase todos os lugares.
6. Tornam a aprendizagem mais interessante.
7. Exige participação.
8. Possibilita a fixação do ensino por mais tempo.

Limitações
1. Gasta muito tempo.
2. É, muitas vezes, dispendiosa.
3. Não pode ser usada toda às vezes.
4. Exige planejamento.
5. É difícil quando aplicada aos grandes grupos.
6. Torna difícil quando usada por líderes e professores sem muita experiência.

As representações da vida real apresentam vantagens e limitações.

Vantagens
1. Economiza tempo.
2. Faz a aprendizagem uniforme.
3. Aumenta a capacidade de reter.
4. Torna a aprendizagem mais rápida.
5. Estimula o uso de vários sentidos.
6. É, em geral, de preço módico.
7. Torna a aprendizagem mais interessante.
8. Pode ser usada com grupos de qualquer tamanho.

Limitações
1. Requer, às vezes, equipamento de difícil aquisição.
2. É, algumas vezes, de preço elevado.
3. Faz com que certos professores e líderes dependam muito dos recursos audiovisuais.

As idéias abstratas (palavras) apresentam vantagens e limitações.

Vantagens
1. Pode ser usada para transmitir informação rápida.
2. Pode ser usada com grupos de qualquer tamanho.
3. Transmite aprendizagem mais rápida às pessoas que podem entender com facilidade pensamentos verbalizados.
4. É própria para ser usada com pessoas de formação sólida e de experiência.
5. Desenvolve aprendizagem mais rápida através da recordação de experiências mais diretas.
6. Pode ser escrita ou oral.

Limitações
1. É limitada no uso com crianças pequenas.
2. Pode ser interpretada diferentemente por diversas pessoas.
3. Requer um pouco de participação ativa.
4. Faz uso apenas de um sentido.
5. Não desperta interesse a não ser se usada habilmente.

Responda as seguintes perguntas:
1. Por que as crianças aprendem melhor brincando?
2. O que determina que tipo de experiência é melhor para uma pessoa?
3. Que sentidos são usados quando alguém:
a) Chupa uma laranja.
b) Vê um filme.
c) Faz uma viagem.
d) Lê um livro.
4. Por que todas as pessoas não aprendem todas as coisas através de experiências reais?

4. Como a aprendizagem pode ser melhorada?

Ajudando o aluno a descobrir o que ele quer ou precisa aprender.
Apresentamos alguns meios:

1. Desafie o aluno com um problema.
2. Peça o aluno para escrever o que deseja aprender.
3. Descubra se o conteúdo da aprendizagem supre suas necessidades.
4. Dá ao aluno um teste.

Usando bons métodos.

Mas lembre-se; nenhum método é em si mesmo eficiente ou deficiente.
1. O método depende do propósito.
2. O método depende da habilidade do professor ou líder.
3. O método depende da habilidade do aluno.
4. O método depende do tamanho do grupo.
5. O método depende do tempo disponível.
6. O método depende dos equipamentos necessários.

Métodos que podem ser escolhidos pelos professores e líderes para sua aula:
Preleção.
Discussão em grupo.
Discussão em painel.
Painel-parlamento.
Pequenos grupos.
Dramatização.
Estudo de caso.
Explosão de idéias.
Equipe de observadores.
Debates.
Discussão formal.
Simpósio.
Simpósio-parlamento.

A preleção é feita por uma pessoa diante de um auditório.

Use este método:
1. Ao dar uma informação.
2. Quando os alunos estiverem motivados.
3. Quando o orador tiver facilidade de expressão e domínio sobre o auditório (técnicas de oratória, falar em público).
4. Quando o grupo for muito grande e, por isso, se torna impossível o uso de outros métodos.
5. Para salientar ou adicionar mais alguma coisa aquilo que o aluno tenha lido.
6. Ao recapitular ou introduzir um assunto.
7. Quando os alunos estiverem à altura de compreender o vocabulário a ser usado.

Vantagens
1. Pode ser usado com adultos.
2. Poupa tempo.
3. Pode ser usado com grupos grandes.
4. Requer pouco uso de recursos audiovisuais.
5. Pode ser usado como complemento ao que tinha sido lido.
6. Pode ser usado para introduzir e rever lições ou atividades.

Limitações
1. Impede a participação do aluno.
2. Poucos preletores são realmente bons oradores.
3. Requer do preletor conhecimento profundo da matéria.
4. Pode tornar-se cansativo.
5. O preletor pode impor suas idéias.
6. Não é próprio para usar com crianças.
7. Limita a retenção.
8. Faz uso, em geral, de somente um sentido.
9. O preletor nem sempre pode julgar as reações dos ouvintes.

Discussão em grupo é uma troca de idéias previamente planejada, entre três ou mais pessoas, sobre um assunto selecionado e sob a orientação de um líder.

Use este método
1. Quando desejar partilhar idéias.
2. Para estimular interesse em problemas.
3. Para ajudar pessoas a expressarem suas idéias.
4. para identificar e examinar um problema.
5. Para criar um ambiente informal.
6. Para conseguir a participação de pessoas tímidas.

Vantagens
1. Dá oportunidade para troca de idéias.
2. É democrático.
3. Cria um espírito de equipe.
4. Amplia a visão.
5. Provê oportunidade de compartilhar liderança.
6. Ajuda a desenvolver habilidades de liderança.

Limitações
1. Não pode ser usado com grandes grupos.
2. Os participantes das equipes podem ter informações limitadas.
3. A discussão é facilmente desviada.
4. Requer liderança habilidosa.
5. Uma pessoa com tendência a falar pode dominar a discussão.
6. O povo em geral prefere um método mais formal.

Discussão em painel é uma conversação diante de um auditório sobre um tópico previamente selecionado; requer três ou mais participante e um líder.

Use este método
1. Quando quiser apresentar pontos de vista diferentes.
2. Quando houver pessoas qualificadas para formar o painel.
3. Quando o assunto principal for por demais complexo para ser discutido pelo grupo todo.
4. Quando for melhor para o auditório somente observar, mas, não discutir.
5. Quando quiser analisar as vantagens e desvantagens na solução de um problema.

Vantagens
1. Estimula o pensamento.
2. Apresenta diferentes pontos de vista.
3. Suscita problemas.
4. Estimula análises.
5. Aproveita as pessoas mais qualificadas.

Limitações
1. O assunto principal pode ser facilmente desviado.
2. Possibilita aos participantes do painel falarem demais.
3. Não possibilita a participação de todos os membros do grupo.
4. Tem a tendência de se tornar numa série de pequenas palestras.
5. Divide o auditório à proporção em que os ouvintes vão se identificando com os participantes do painel.
6. Requer bastante tempo e preparação.
7. Requer um moderador habilidoso.

Comente este assunto:
Recursos didáticos são todos os recursos físicos, utilizados com maior ou menor freqüência em todas as disciplinas, áreas de estudo ou atividades, sejam quais forem as técnicas ou métodos empregados, visando auxiliar o educando a realizar sua aprendizagem mais eficientemente, constituindo-se num meio para facilitar, incentivar ou possibilitar o processo ensino-aprendizagem.

Painel-parlamento permite a participação do auditório.

Use esse método:
1. Quando desejar apresentar um assunto e sentir a reação do auditório.
2. Quando quiser que um grupo participe de uma discussão.
3. Para tratar de assuntos difíceis, antes de permitir a discussão do auditório.
4. Quando tiver tempo suficiente.
5. Quando desejar analisar as vantagens e desvantagens de uma solução para um problema.
6. Quando puder contar com a participação de pessoas qualificadas.
7. Quando apresentar pontos de vista diferentes.

Vantagens
1. Permite a participação de todo o grupo.
2. Oferece oportunidade para todos.
3. Permite que o auditório dialogue.
4. Canaliza a atenção.
5. Permite ventilar as opiniões dos formam o painel.
6. Levanta problemas.
7. Apresenta pontos de vista diferentes.

Limitações
1. Consome bastante tempo.
2. Requer um moderador habilidoso.
3. Pode parecer ao auditório "Assunto encerrado".
4. Permite aos que participam do painel apresentarem "preleções" curtas ao invés de discussão.
5. O assunto principal pode ser facilmente desviado.
6. Os membros do auditório podem não ter habilidade para fazer perguntas acertadas.
7. Permite aos membros mais faladores tomarem todo o tempo da discussão aberta.

Pequenos grupos de estudos são divisões de um grande grupo para discussão de problemas específicos e, em geral, apresentam as conclusões ao grupo todo.

Use este método:
1. Quando um grupo for muito grande.
2. Quando examinar várias facetas de um assunto.
3. Quando alguns membros do grupo não estiverem motivados para participar.
4. Quando o tempo for limitado.
5. Para criar um ambiente cordial e fraternal entre os membros do grupo.

Vantagens.
1. Encoraja as pessoas tímidas.
2. Cria um ambiente cordial.
3. Dá oportunidade de participação de liderança.
4. Desenvolve habilidades de liderança.
5. Economiza tempo.
6. Dá oportunidades para contribuição de todos e aproveitarem as idéias.
7. Pode ser usado facilmente com outros métodos.
8. Permite variedade de idéias.

Limitações
1. Pode resultar em idéias pobres.
2. O assunto principal pode ser desviado.
3. A liderança pode não ser habilidosa.
4. As conclusões podem ser desordenadas.
5. Requer estudo prévio para alcançar conclusões precisas.
6. Pode resultar em grupinhos provisórios.
7. Requer algum tempo para arrumar o equipamento para as reuniões em grupos.

Dramatização é a representação de um problema humano, encenado por duas ou mais pessoas, com o propósito de uma análise pelo grupo.

Use este método:
1. Quando os problemas precisarem reconhecer outros pontos de vista.
2. Quando os membros do grupo tiverem habilidade para usar o método.
3. Quando for preciso ajudar os membros do grupo e se identificarem com um problema.
4. Quando o alvo for mudar as atitudes de um grupo.
5. Quando o apelo emocional for útil na solução de um problema.
6. Quando desejar preparar um ambiente ideal para resolver problemas.

Vantagens
1. Desperta interesse imediato.
2. Pode ser usado com grupo de qualquer tamanho.
3. Ajuda os membros a analisarem a situação.
4. Produz segurança.
5. Leva o membro do grupo a se identificar com o problema.
6. Leva os membros a considerar outros pontos de vista.
7. Cria um ambiente próprio para solucionar problemas.

Limitações
1. Os assistentes podem identificar o problema dramatizado como sendo real na vida de cada ator.
2. A maioria das pessoas não gosta de participar de dramatizações.
3. Requer uma liderança treinada.
4. Não pode ser usada em qualquer situação.
5. OS atores podem ter dificuldades de se "libertarem" do papel que representaram.

O método que permite examinar várias partes de um assunto é: 
(   ) Dramatização
(   ) Pequenos Grupos de Estudos
(   ) Preleção
(   ) Discussão em grupo
Estudo de um caso é a apresentação de um problema no qual se incluem detalhes suficientes para tornar possível a participação de grupos para analisarem os problemas envolvidos. O estudo de um caso pode ser um quadro de vida real o qual pode ser diagnosticado, prescrito e possivelmente tratado. Pode ser apresentado por escrito, oralmente, dramatizado, filmado ou gravado.

Use este método
1. Quando for preciso relacionar um problema à situação da vida real.
2. Ao analisar um problema.
3. Quando os membros não tiverem habilidade para o método de dramatização.
4. Para ajudar os membros a indetificar-se com um problema.
5. Quando desejar conseguir soluções para o problema.
6. Quando desejar analisar as implicações de certos fatores sôbre um problema.

Vantagens
1. Pode ser escrito, filmado, gravado, encenado ou contado como estória.
2. Pode ser sugerido para um estudo antes de ser discutido.
3. Provê igual oportunidade para todos os membros do grupo sugerirem solução para o problema.
4. Cria uma atmosfera para intercâmbio de idéias.
5. Trata de problemas da vida real.
6. Dá oportunidade para usar discernimento e habilidades.
7. Apresenta um possível plano de ação.

Limitações
1. Depende de habilidade para apresentar o problema por escrito.
2. O problema apresentado pode não ser de interesse comum.
3. Leva bastante tempo se o estudo for feito detalhadamente.
4. Podem ser levantados argumentos poe causa de escassez de dados.
5. Requer liderança habilidosa.

Explosão de idéias é o método de estudar um problema no qual os membros do grupo sugerem, em tempo limitado, todas as possíveis soluções que lhes vêm à mente, limitando-se apenas em sugerir, deixando para depois a avaliação.

Use este método
1. Para encorajar pensamento criativo.
2. Para encorajar participação.
3. Para determinar possíveis soluções para problemas.
4. Em conexão com outros métodos.
5. Para encorajar apresentação de novas idéias.
6. Para criar um ambiente cordial e sentimento fraternal no grupo.

Vantagens
1. Desperta novas idéias.
2. Dá oportunidade para participação de todos.
3. Produz espontaneidade de idéias.
4. Não gasta muito tempo.
5. Pode ser usado com grandes grupos.
6. Não requer necessariamente uma liderança altamente habilidosa.
7. Requer pouco equipamento.

Limitações
1. Pode facilmente fugir do assunto focalizado.
2. Torna-se indispensável uma avaliação das idéias sugeridas.
3. Os membros não compreendem logo que qualquer idéia é legítima para se considerar.
4. As pessoas tendem a começar a avaliação imediatamente após a apresentação de uma idéia.

Equipe de observadores é formada pela divisão da assistência antes da apresentação de um assunto. Cada grupo deve ser orientado a ouvir a exposição de um assunto com específicas observações em mente. Depois, cada equipe apresenta o resultado das observações previamente determinadas.

Use este método.
1. Quando importantes idéias puderem de outra maneira passar despercebidas.
2. Quando vários aspectos de um problema necessitarem de ênfase.
3. Quando o grupo for grande.
4. Para dar direção a discussão.
5. Para apresentar informação.

Vantagens
1. Pode ser usado com grupos grandes e pequenos.
2. Destaca certas idéias à parte do todo.
3. Dá aos ouvintes um propósito específico.
4. Desenvolve a atenção.
5. Orienta ordenadamente as observações.
6. Cria interesse.
7. Permite participação de todos os membros do grupo.
8. Estimula a discussão que se segue.
9. Reduz a possibilidade de uma pessoa ou grupo dominar a discussão.
10. Dá ao líder a possibilidade de considerar interesses dos membros do grupo.
11. Provê repetição através da informação das observações.

Limitações
1. Os observadores podem apenas prestar atenção aos pontos que foram solicitados a observar.
2. Tende a depreciar o todo.
3. Limita o intercâmbio de idéias.

Todos os métodos poderão ser aplicados a partir da consideração do conteúdo do tópico 4 (Usando bons métodos), onde você pode identificar as características que contribuem para que os métodos sejam eficazes. Identifique cada uma dessas características e faça o seu comentário.

Debate acontece quando oradores falam a fovor e contra uma proposição, apresentando seus pontos de vista. Depois da apresentação da matéria, pode-se ou não refutá-la. Em lugar de réplicas, os membros do grupo podem fazer perguntas aos oradores.

Use este método
1. Quando certos assuntos precisam ser destacados e estudados atenciosamente.
2. Para estimular análise.
3. Para apresentar pontos de vista diferentes.
4. Quando quiser apresentar fatos sobre ambos os lados de um problema.
5. Quando houver grandes grupos.

Vantagens
1. Destaca e enfatiza uma questão.
2. Apresenta ambos os lados de ums questão.
3. Encoraja a análise pelo grupo.
4. Cria interesse.
5. Prende a atenção.
6. Pode ser usado com grandes grupos.

Limitações
1. O espírito de "competição" pode ser muito forte.
2. Os membros podem formar uma impressão errada dos oradores.
3. Limita a participação do grupo a menos que seja seguida por discussão.
4. Pode exaltar os ânimos.
5. Requer muito tempo de preparação.

Discussão formal é usada para apresentar soluções para um ou mais problemas. Envolve:
1. A exposição do problema.
2. A informação.
3. Sugestões de possíveis soluções.
4. Seleção das melhores sugestões referentes às soluções.

Use este método:
1. Quando tiver tempo suficiente.
2. Para treinar a resolver problemas.
3. Para ajudar a formar pensamento lógico.
4. Quando um problema estiver devidamente esclarecido.
5. Quando um problema tiver que ser definido.
6. Para despertar eficiência na solução de problemas.
7. Quando o líder tiver habilidade suficiente para usar o método.
8. Quando o grupo for pequeno, para que todos tomem parte.

Vantagens
1. Incita pensamento lógico.
2. Incita análise completa.
3. Pode ser empregado pera diversos tipos de problema.
4. Incita alto grau de concentração aos membros do grupo.
5. Desenvolve habilidade em identificar problemas.

Limitações
1. Gasta bastante tempo.
2. Requer liderança habilidosa.
3. É difícil usá-lo com grandes grupos.
4. Requer conhecimento de causa por todos os membros do grupo.
5. Pode estender o assunto por vários períodos de discussão.

Simpósio é uma série de palestras curtas realizadas por diversas pessoas. As palestras apresentam diferentes aspectos de um tópico.

Use este método
1. Para apresentar diferentes aspectos de um tópico.
2. Quando o grupo for grande.
3. Quando o grupo necessitar de informações concisas.
4. Quando bons oradores puderem ser aproveitados.
5. Quando não for preciso a participação do auditório.
6. Quando os assuntos principais já estiverem determinados.

Vantagens
1. Pode ser usado com grupos grandes e pequenos.
2. Pode ser usado para apresentar muita informação em um curto período de tempo.
3. Focaliza problemas.
4. A mudança de oradores desperta interesse e oferece variedade.
5. Pode ser planejado completamente antes da hora.

Limitações
1. Falta de espontaneidade e criatividade.
2. Falta de interação do grupo.
3. Enfatiza o assunto principal.
4. É formal.
5. A personalidade dos oradores pode enfatizar excessivamente o conteúdo.
6. É difícil controlar o tempo.
7. O ponto de vista dos oradores pode limitar a visão dos participantes.
8. Requer cuidadoso planejamento para assegurar uma apresentação adequada.
9. Tendência para ser muito explorado.

Simpósio-parlamento é seguido pela participação do auditório.

Use este método:
1. Para prover interação do grupo depois do simpósio.
2. Quando a combinação entre a apresentação do conteúdo e a reação da audiência for necessária.
3. Quando os assuntos difíceis precisarem ser tratados, mas previamente estudados antes de discutidos pelo público.
4. Quando for reservado tempo suficiente para usar o método.
5. Quando apresentar pontos de vista diferentes com o propósito de reação do grupo.
6. Quando o grupo for grande.
7. Quando o grupo necessitar de informação concisa.

Vantagens
1. Aumenta o interesse do auditório pelos valores do simpósio.
2. Pode ser usado com grupos grandes e pequenos (especialmente grupos grandes).
3. Pode ser usado para transmitir muita informação em pouco tempo.
4. Focaliza problemas.
5. A mudança de oradores aumenta o interesse e há variedade.
6. A reação do auditório estimula atenção proposital.

Limitações
1. Despende bastante tempo.
2. A reação do grupo é mais demorada.
3. A personalidade dos oradores pode dar ênfase indevida ao conteúdo.
4. É difícil controlar o tempo.
5. O período de parlamento possibilita fuga ao assunto central.

Responda as seguintes perguntas:
1. Qual a diferença entre o painel e o simpósio?
2. Quais os métodos que encorajam os indivíduos tímidos a participarem?
3. Que métodos podem ser usados depois do método explosão de idéias?
4. Quais são algumas vantagens e desvantagens de usas as equipes de observação durante uma reunião, dramatização, debate e discussão formal?
5. O que aprendemos neste texto?
Este texto é para auxiliar professores e líderes e responder as questões quanto ao ensino e aprendizagem dos seus alunos.

a) Aprendemos a conhecer o aluno. O aluno é ele mesmo! Ele é diferente de outras pessoas em idade, aparência, preferências, formação, experiências, etc.

b) Aprendemos a oferecer ao aluno melhor condição para aprender. O aluno aprende através das suas experiências. Muitas experiências do aluno são mais efetivas quando o professor usa mais de um dos seus sentidos para aplicar o conteúdo que quer ensinar. Ele tem cinco sentidos: Visão, olfato, gustação, audição, e tato.

c) Tipos de experiências que vão auxiliar o aluno na sua aprendizagem. Algumas são reais, como: levar uma martelada no dedo ou fazer uma viagem. Outras são diretas, mas simuladas, tais como, atuar em uma dramatização ou peça. Algumas experiências são indiretas e vêm através de outros símbolos, como: a leitura de um livro ou ouvir uma palestra. Algumas experiências são indiretas através da representação de coisas reais, como por exemplo, um filme ou uma gravura. As experiências diretas usam mais sentidos do que as experiências indiretas.

d) Aprendemos como identificar as melhores experiências para o aluno. Nenhuma experiência pode ser considerada a melhor, porque as características individuais do aluno é que vão determinar quais são as melhores experiências para ele. Quando o aluno tem muitas experiências da vida real é mais fácil para ele aprender por experiências indiretas. Geralmente, quanto mais velho e mais experimentado o aluno, menos são as experiências diretas que ele requer. As experiências diretas levam muito mais tempo do que as experiências indiretas. é impossível aprender tudo através de experiências diretas. As experiências indiretas podem tornar a aprendizagem mais rápida.

e) Aprendemos como podemos melhorar a aprendizagem. A aprendizagem pode ser melhorada quando se consegue levar o aluno a descobrir o que ele quer ou precisa aprender. O professor ou líder pode desafiar com um problema pedido-lhe que escreva o que gostaria de aprender, ou pedindo para revelar os seus problemas. Assim, o educador pode adaptar a lição às necessidades do aluno.

f) Aprendemos que a aprendizagem pode ser melhorada através de bons métodos. Nenhum métodos em si mesmo é eficaz ou não. Os métodos dependem dos propósitos, habilidade do professor e do aluno, do tamanho do grupo, do tempo disponível, do equipamento e de outros fatores. Podemos escolher muitos métodos: conferências, grupos de discussão, painel, parlamento, fracionamento do grupo, dramatização, estudo de um caso, explosão de idéias, simpósio, equipes de observadores, debate, discussão formal e outros métodos. O educador aprende quando e onde usá-los.

BIBLIOGRAFIA
Ensino Dinâmico e Criativo, Leroy Ford, JUERP
Ensino Dinâmico, como mudar o comportamento em sala de aula, Sophia Steibel, IBER
Planejamento do Ensino e Treinamento, Leroy Ford, JUERP
As Sete Leis do Ensino, John Milton Gregory, JUERP
A Pedagogia de Jesus, o Mestre por Excelência, JUERP

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ENSINO DINÂMICO

ESCOLA BIBLICA DOMINICAL

Um professor de Jovens e Adultos, na EBD, por vezes, sente-se impotente em atender a necessidades e anseios de seus alunos, por serem estes, em certos casos, pessoas que possuem níveis acadêmicos diferenciados. Em uma mesma classe é possível encontrar alunos que possuem grau de doutorado sentado lado a lado com pessoas que mal concluíram o 1º grau, principalmente nas classes de Jovens e Adultos.

São pessoas que estão ali para conhecer a Deus e aprender a amá-lo, ouvindo sobre seus feitos e descobrindo como podem servi-lo, honrá-lo e fazer a sua vontade. São pessoas que foram ali colocadas por Deus para serem influenciadas e ajudadas por aquele professor.

Existem alguns princípios que descrevem a maneira como pessoas aprendem como chegam a experimentar mudanças em suas vidas. Esses princípios poderão auxiliar o professor, principalmente de Jovens e Adultos na orientação de seus alunos.

OS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO
Princípio do interesse pessoal - É o modelo de ensino em que o professor ouve e dialoga com os alunos, levanta as suas necessidades e procura atendê-las, dedicando-lhes tempo fora da sala de aula.

Princípio da confiança no professor - É o modelo de ensino em que o professor adquire a confiança dos alunos em sua capacidade, competência e cuidado no planejamento da aula e no qual o professor acompanha o aluno do princípio ao fim do curso.

Princípio da reflexão. E o modelo de ensino em que o professor faz perguntas que permitam ao aluno refletir criticamente em mais de uma possibilidade de resposta. Nessa procura, o aluno analisa as experiências anteriores e busca novas informações que o ajudem a esclarecer, explicar e validar a nova experiência e a justificar ou eliminar as crenças existentes.

Princípio do respeito e igualdade - É o modelo de ensino em que o aluno reconhece o respeito do professor por ele, sente-se aceito e desenvolve um relacionamento de respeito com aquele professor, vendo-se no mesmo nível de igualdade que ele. O aluno expressa-se com maior liberdade, fica à vontade para expor suas dúvidas, fazer perguntas e conversar sobre suas idéias. Ele acredita que o professor não irá censurá-lo ou constrangê-lo com julgamentos sobre sua capacidade cognitiva, mas irá ajudá-lo a se expressar melhor.

Princípio da responsabilidade pela própria aprendizagem - É o modelo de ensino no qual o professor, ao final de cada aula ou encontro educacional, oferece ao aluno oportunidades de decidir sobre a maneira como poderá usar efetivamente a nova habilidade adquirida, decidir como ela contribui com os seus conhecimentos anteriores e qual a utilidade que ela tem ou terá em sua vida.

Princípio da experiência - É o modelo de ensino em que o professor solicita aos alunos que contem suas histórias, suas esperanças e seus medos, ou que simplesmente expressem suas expectativas no evento educacional e interpretem esses dados para formar novos paradigmas de comportamentos.

Princípio da modelação - E o modo de ensino no qual o professor apresenta aos alunos um modelo (podendo ser ele próprio este modelo) a ser seguido, através do qual novo tipo de comportamento é adquirido e padrões existentes são modificados.

Princípio da equilibração e desequilibração - E o modelo de ensino em que o professor ajuda o aluno em desequilíbrio (insatisfeito com a situação presente) a refletir em novas perspectivas e a não se acomodar na aprendizagem já adquirida, dando-lhe a oportunidade de encontrar novos conceitos, para viver novas experiências educacionais, na tentativa de reequilibrar-se.

Princípio do reforço positivo - É o modelo de ensino no qual o professor apresenta ao aluno um incentivo como resposta a um comportamento expresso, com o objetivo de motivá-lo a prosseguir, dando ao aluno confiança em sua própria capacidade, estimulando-o a produzir e a repetir o comportamento que originou o reforço.

Princípio dos objetivos educacionais - E o modelo de ensino no qual o professor expressa que mudança ele deseja que os seus alunos experimentem em conseqüência de suas aulas, possibilitando-lhe avaliar se a aprendizagem foi realmente alcançada e fornecendo aos alunos meios de canalizarem seus esforços para alcançar metas definidas.
Se ao se relacionar com seus alunos o professor tiver em mente esses princípios educacionais, provavelmente terá muito maior possibilidade de ajudá-los a crescer no conhecimento de Deus.

OBJETIVOS EDUCACIONAIS para o ensino de Jovens e Adultos

Além do relacionamento pessoal, o professor deve se preparar para facilitar a aprendizagem de seus alunos, oferecendo-lhes momentos de participação e prática em suas aulas. Para tanto, ele precisa ter em mente aquilo que deseja que seus alunos aprendam. Ao preparar sua aula, o professor deve se perguntar:
"Que mudança quero que meus alunos experimentem em conseqüência da aula que irei ministrar?"
Essas mudanças são expressas em termos de objetivos educacionais. Benjamin Bloom e seus colaboradores desenvolveram uma hierarquia de objetivos educacionais que auxiliam o educador no preparo e ministração de aulas. Abaixo estão listados os objetivos a partir do segundo nível da hierarquia. Cada objetivo vem acompanhado de atividades, ou seja, como o professor pode ajudar o aluno a atingir esses objetivos.

Compreensão ou entendimento - Capacidade de explicar ou mudar a forma das informações recebidas.
Exemplos:
A. Pedir ao aluno para reafirmar uma idéia bíblica com suas próprias palavras.
B. Pedir aos alunos que sugiram palavras que signifiquem o oposto de certas palavras chaves (antônimo).
C. Pedir aos alunos que escrevam uma definição provisória de determinados conceitos.

Aplicação ou transferência - Capacidade de usar em novas situações a informação recebida; transferir a informação para outro contexto.
Exemplos:
A. Pedir ao aluno que diga como uma determinada situação quebra certo princípio bíblico.
B. Pedir ao aluno que demonstre o uso de um princípio bíblico.
C. Pedir ao aluno que antecipe o que acontecerá se uma pessoa quebrar um princípio bíblico.
D. Perguntar o aluno o que faria numa determinada situação, sendo dado um certo princípio bíblico.

Análise - Capacidade de dividir a informação em partes.
Exemplos:
  1. Pedir que o aluno faça um esboço de um texto bíblico.
  2. Pedir que o aluno prove ou desaprove uma idéia.
  3. Pedir que os alunos detectem os erros de lógica num diálogo ou numa leitura.
  4. Pedir que os alunos reconheçam repetições de conceitos-chave num livro ou trecho bíblico.
  5. Pedir que os alunos deduzam o ponto de vista do autor e seu propósito num determinado livro da Bíblia.
Síntese - Capacidade de criar nova forma de informação colocando as partes juntas.
Exemplos
  1. Pedir que os alunos componham uma peça, uma poesia, uma música ou uma história que reflita ou contextualize o assunto bíblico.
  2. Pedir que os alunos proponham maneiras de aplicar um princípio teológico.
  3. Pedir aos alunos que contem uma experiência pessoal e que expliquem o relacionamento entre essa experiência e o princípio teológico.
  4. Pedir que os alunos proponham uma maneira de fazer um levantamento que descreva os obstáculos cotidianos à aplicação do princípio teológico.
  5. Pedir que os alunos prevejam algumas conseqüências ou implicações de um princípio teológico.
Avaliação - Capacidade de julgar valores baseado em princípios.
Exemplos:
  1. Pedir aos alunos que classifiquem itens em ordem de valor ou importância.
  2. Apresentar um estudo de caso. Pedir que os alunos identifiquem as falácias naquilo que o caso apresenta em comparação com o princípio em estudo.
  3. Pedir aos alunos que indiquem os erros de lógica numa apresentação.
  4. Pedir aos alunos que digam se concordam ou discordam de uma colocação à luz de um texto bíblico e que justifiquem as suas respostas.
  5. Pedir aos alunos que façam uma avaliação dos valores da nossa cultura ou dos seus lares que estejam facilitando ou impedindo a aplicação de uma verdade bíblica.
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM para o ensino de Jovens e Adultos

As oportunidades de participação que o professor oferece a seus alunos em sala de aula poderão ser decisivas na compreensão que eles terão da vontade de Deus e da maneira como obedecer-lhe. Esta participação são as atividades de aprendizagem. Podem ser jogos, perguntas, brincadeiras, etc. E preciso ter em mente o objetivo educacional, a mudança que se deseja do aluno e oferecer a ele meios de alcançar aquela mudança. Estão alistadas abaixo algumas atividades de aprendizagem, que podem ser utilizadas nas mais variadas situações em sala de aula. Deve-se tomai- cuidado, no entanto, para que as atividades sejam relacionadas ao tema e ao objetivo da aula, para que não se tornem em apenas uma brincadeira.

SUGESTÕES:

1. COM OUEM EU ME IDENTIFICO
Escreva o nome do personagem bíblico com quem você mais se identifica, acompanhado de 2 pontos fortes e 2 pontos fracos que caracterizam este personagem, e que você acha que também possui. Depois preencha o quadro abaixo:
Pontos fortes                                                      Pontos fracos

Meus pontos fracos                                           Como Deus pode usar

Meus pontos fortes                                           Como Deus pode usar

2. ÁREAS DA VIDA
Peça aos alunos que pensem no tempo que gasta cada uma das atividades abaixo e relacionem, colocando em primeiro lugar a que gasta mais tempo, e assim sucessivamente.
1 - Trabalho secular
2. Relacionamento com familiares próximos
3. Estudos
4. Relacionamento com não-crentes
5. Compromisso com a igreja
6. Lazer
7. Relacionamento com os irmãos em Cristo
8. Finanças
9.Tempo gasto em conversas com Deus
10. Outro
1.
2.
3.

3. PARA COMPLETAR
Entregue ao aluno sentenças incompletas para que ele complete, por exemplo:
  1. No sábado, eu quero fazer
  2. Se eu só tivesse 24h de vida
  3. Se eu tivesse meu próprio carro
  4. Se eu tivesse um milhão de dólares
  5. Eu me sinto melhor quando as pessoas
Após todos completarem a tarefa, peça que leiam as respostas e que os demais digam se concordam ou não com elas e qual o princípio bíblico para a respostas.

4. 48 HORAS PERFEITAS
O professor diz: Projete-se no futuro, alguns anos, a partir de amanhã. Agora imagine dois dias que seriam ideais para você. Imagine quais seriam as melhores possibilidades para você usar essas 48 horas. Lembre-se que você tem apenas 48 horas para executar seu sonho. O que seria perfeito para você nestas 48 horas?
Após as respostas, peça que os outros avaliem a possibilidade ou não de se executar essas tarefas no tempo proposto e como esse sonho poderia contribuir para ajudar outras pessoas.

5. APLICAÇÕES E DISTORÇÕES
Após a leitura de um texto bíblico, pergunte quais são as ordens (mandamentos, vontade de Deus, lições) que estão evidentes no texto. Peça que seus alunos alistem as maneiras como podem obedecer (aplicações) e as maneiras como podem desobedecer (distorções) às ordens encontradas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Barnabé, Marinalva. (1 997). As contribuições do discipulado para a mudança de comportamento social, emocional e psicológico do novo convertido. Dissertação de mestrado, Faculdade Teológica Batista de Brasília, Brasília.
Bloom, Benjamin 5., Engelhart, Max D., Furst, Edward J., Hill, Walker H. & Krathwohl, David R. (1973). Taxionomia dos objetivos educacionais: Compêndio primeiro: domínio cognitivo. Porto Alegre:Globo.
Cranton, Patricia (1994). Understanding and promoting transfoi-mative learning: A guide for educators of adults. San Francisco: Jossey-Bass Publishers.
Ford, Leroy. Planejamento do ensino e treinamento. Rio: JUERP, 1991

Fonte
http://www.ebdweb.com.br/ensino/adultos3.htm
(Adaptado de Ensino Dinâmico para adultos de Marinalva Barnabé. É Mestre em Educação Religiosa pela Faculdade Teológica Batista de Brasília-DF, onde também leciona.)

SALA DE AULA

História da Sra. Thompson e Teddy
Relata Sra. Thompson, que no seu primeiro dia de aula, parou em frente aos seus alunos da Quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheirando mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano. A Sra. Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande sua surpresa.

A professora do primeiro ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos.Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu: Teddy é um aluno excelente e muito querido pelos seus colegas, mas tem estado preocupada com a mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar muito difícil.

Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo. A professora do quarto ano escreveu: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.Sentiu - se ainda pior quando lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra - se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas, ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco do perfume sobre a mão. Naquela ocasião Teddy ficou um pouco mais tempo na escola do que o de costume.

Lembrou - se ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como a mãe. Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo.... Em seguida, decidiu- se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava, e quando mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy, contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.

Mas a história não terminou aqui. A Sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer diferença.

Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.


DESTAQUE DO AUTOR DO BLOG - Essa história mostra a importância de se conhecer melhor os alunos que você tem em sua sala de aula. Deve ser essa a preocupação de todos os educadores.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PEDAGOGIA E DIDÁTICA

"a didática é uma disciplina técnica e que tem como objeto específico a técnica de ensino (direção técnica da aprendizagem)". "A Pedagogia é um campo de conhecimentos que investiga a natureza das finalidades da educação numa determinada sociedade, bem como os meios apropriados para a formação dos indivíduos, tendo em vista prepará-los para as tarefas da vida social".
http://pedagogiadidatica.blogspot.com/2008/07/o-que-didtica.html

FERRAMENTO COTIDIANA DO PROFESSOR

"A Didática é a ferramenta cotidiana do professor"
Jornal de Debate

MÉTODO DE ENSINO

A metodologia de ensino procura indicar caminhos para diferentes situações didática, conforme a tendência pedagógica adotada pelo educador ou instituição de ensino, de forma que o aluno se aproprie dos conhecimentos propostos e/ou apresente suas pesquisas e demais atividades pedagógicas. A prática pedagógica tem demonstrado que só acontecerão mudanças importantes na educação brasileira, à medida que o educador  tiver convicção profunda da importância da sua prática e uma nítida  opção acerca da sua ação pedagógico.

DIDÁTICA

A palavra didática vem da expressão grega Τεχνή διδακτική (techné didaktiké), que se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar. A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os diferentes processos de ensino e aprendizagem.